domingo, 27 de abril de 2008

Cuál es tu estilo, Navío o Submarino

Hola,


Hoy tendré poco trabajo en escribir. Quiero aprovecharme de un mail que me mandó Normann Kalmus de Brasil, donde toma un escrito de Alexandre Freire de la Fundação Getulio Vargas. Alexandre hace una distinción entre los tipos de análisis superficiales, a los que denomina de navíos de los que son los profundos a los que llama submarinos. Me atrevo a copiarlo textual porque me parece interesante para nosotros profesionales de inteligencia competitiva, porque se supone que debiéramos intentar al menos ser submarinos. Sin embargo, muchos terminan siendo navíos, porque lo único que hacen es re-empacar noticias sin ningún análisis posterior (casi como lo que estoy haciendo yo aquí). Entonces, de esa manera no agregamos valor y los decisores no nos aprecian.

Alexandre cree que es un problema generacional, yo creo que tiene que ver con la actitud, más que con la generación. Si fuera generacional, entonces, no existirían personas trabajando en IC que fuesen navíos, pero las hay. De todas maneras creo que el análisis de Alexandre es impecable.


Les dejo lo que recibí (en portugués, como para compensar a nuestros amigos de Brasil y Portugal que siempre me leen en español):


Você é submarino ou navio?


É cada vez mais comum encontrar pessoas que falam muito bem sobre generalidades. Elas têm conhecimento sobre todos os assuntos do dia, desde a queda da bolsa de valores, passando pelas mortes ocasionadas no trânsito e até quanto custa uma viagem de turismo ao espaço. A internet, uma verdadeira biblioteca virtual, traz as noticias em tempo real, deixando bem informado qualquer cidadão durante todo o dia.


Acesso à informação não é mais privilégio de ninguém. Pobre, rico, criança, idoso, homem, mulher, latino, europeu, estamos todos a um click das notícias, entretenimento, jogos e o próprio trabalho, com destaque para a geração digital.


Ela é composta por jovens de até 17 anos, onde a internet é a principal via para suas pesquisas, relacionamentos, comunicação, estudos, namoros, partilhas e entretenimento. Cedo, pela manhã, já vasculharam a rede, responderam e-mails, verificaram seus orkuts, assistiram ao ultimo vídeo do Youtube, fizeram uma rápida busca no Google e se inscreveram no torneio mundial de matemática à distancia. Tudo que acessam é de maneira rápida, onde as chamadas são mais importantes que o conteúdo. É uma geração que tem uma inegável visão de 360º da superfície. É o que chamo de geração navio!


Quem não faz parte desta geração, até os 17 anos pesquisou pela Barsa, se comunicou por cartas, leu o jornal da banca, assistiu a filmes pela TV e participou de torneios presenciais e brincou de carrinho ou boneca. Alguns, mais afortunados, tiveram a oportunidade de trabalhar com a planilha Lotus 123. Lia-se todo o texto, até o fim. Transcrevia-se à mão a pesquisa para um caderno, recortavam-se artigos de jornais e revistas com a responsabilidade de debatê-los em sala de aula. O acesso à informação era restrito, mas o conhecimento do contexto era maior. Esses fazem parte da geração que tem uma inegável visão de profundidade. É o que chamo de geração submarino! E daí? Você deve estar pensando... E daí que, a geração digital, está começando sua inserção no mercado de trabalho. Porem , são os profissionais da geração "profundidade" que contratam. Uma gerente de RH me confidenciou que durante as entrevistas, uma pessoa da geração digital discorre com facilidade sobre os acontecimentos do mundo inteiro. São versáteis, rápidos e decididos sobre o que querem.


Porém, quando confrontados com perguntas sobre o contexto dos acontecimentos, fazem cara de desentendidos ou dão respostas vagas sobre os assuntos. Essa gerente disse ainda que eles têm dificuldade para analisar as informações e sofrem com a necessidade de ter que iniciar em uma função que não esteja à altura deles.


Diante de tudo isso, acredito que no futuro, estas duas gerações entrarão em conflito no ambiente de trabalho. Por um lado, a geração "submarino" . Ela, no comando das empresas, exigindo análise detalhada do contexto para tomada de decisões na empresa. E, por outro lado, a geração "navio", impaciente e acostumada a respostas na velocidade do Google, exigindo objetividade da liderança das organizações.


Mas um fato novo está acontecendo a despeito de tudo isso. As empresas estão chamando de volta muitos daqueles que foram considerados descartáveis: Os mais velhos! Talvez a resposta não esteja na profundidade ou na superfície , mas na sabedoria. A sabedoria é a visão de cima.


Qual é o seu caso? Você é submarino ou navio?

Autor: Alexandre Freire, consultor Sênior do Instituto MVC e professor dos MBA's Executivos da FGV.

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