Caros,
Hoje mais uma vez em português. O portal Metaanálise publicou na semana passada uma entrevista que me fisseram. Acho que o final da entrevista ficou um pouco arrogânte, mas quem me conhece sabe que não sou arrogânte não, talvez a minha origem argentina me traiu no final ;) Deixo para vocês julgar ;)
Adrian Alvarez, especialista em IC, conta ao Portal Meta-Análise como está o desenvolvimento do setor na AL, os desafios da região e como vai funcionar o chapter da Society of Competitive Intelligence Professionals no Brasil.
“Na América do Sul a Inteligência Competitiva ainda está engatinhando”. A afirmação é de Adrian Alvarez, que lembra que, apesar desse subdesenvolvimento, em muitos países da região existem empresas que podem ser consideradas como ilhas de excelência.
Em entrevista exclusiva ao Portal Meta-Análise, Alvarez fala sobre os desafios da Inteligência Competitiva na América Latina, como está o setor na região em comparação a outros países, a criação do chapter da SCIP no Brasil e os planos da Midas Consulting, empresa em que atua.
Adrian Alvarez é Founding Partner da Midas Consulting, consultoria focada em Inteligência Competitiva, análise estratégica, tirada de pontos cegos e jogos de guerra, membro do board da SCIP (Society of Competitive Intelligence Professionals) e o sexto não estadunidense nos mais de 25 anos da SCIP em ocupar essa posição.
Meta-Análise: Em comparação a outros países, como está a Inteligência Competitiva nos países da América do Sul?
Adrian Alvarez: Na América do Sul a Inteligência Competitiva ainda está engatinhando. As aplicações normalmente são bem mais básicas e muitas vezes tem um foco mais tático do que estratégico. Eu acho que demorará muito para atingir o nível que tem os EUA, que, de acordo com uma mesa redonda que fizemos no ano passado em San Diego, com experts de todo o mundo, é o líder em IC. Nessa mesa redonda, o consenso foi que o ranking era: EUA em primeiro, seguido por Europa Ocidental, Ásia, América Latina e, por último, Leste Europeu.
O nível de nossa região, porém, estava muito perto do nível do leste europeu.
É bom salientar, porém, que mesmos em países menos desenvolvidos você tem empresas que podem ser consideradas como ilhas de excelência. Ou seja, mesmo que o país esteja engatinhando tem empresas que são excelentes e, portanto, quando falo do nível do país estou fazendo uma simplificação e falando de uma média.
Meta-Análise: Algum país da região se destaca na área? Por que?
Adrian Alvarez: O Brasil é o país que se destaca na região. Não é casualidade que a gente tenha escolhido o Brasil para fazer a primeira conferência da SCIP na região. Existem vários fatores que determinam o nível de desenvolvimento da Inteligência Competitiva em um país, por exemplo, os seguintes:
Número de pessoas que praticam;
Número de profissionais que trabalham na área
Número de cursos de pós-graduação
Número de livros publicados
Número de conferências organizadas
Número de pessoas com doutorados em IC
Se você olha em todos esses parâmetros que medem o grau de desenvolvimento da disciplina de uma maneira quantitativa, o Brasil fica em primeiro em todos eles, até mesmo na frente de Espanha e Portugal.
Em alguns fatores, porém, é justo considerar a relação com o tamanho do país, por exemplo, o número de profissionais ou o número de empresas.
Mesmo que sejam aspectos quantitativos, esses fatores podem induzir a enganos, porque o número não indica a qualidade. Mas, neste caso, eu acho que o Brasil fica em primeiro também em qualidade.
Meta-Análise: Quais são os desafios do setor na região?
Adrian Alvarez: O principal desafio é fazer com que a Inteligência Competitiva seja conhecida. Se você fizer uma pesquisa abrangente nas empresas, poucas pessoas sabem o que é IC, para que serve, quais os benefícios, e até onde pode se treinar isso.
Temos, então, que fazer com que a IC seja conhecida, mostrar os seus benefícios, como é que ela é praticada, os principais modelos que tem, etc. O principal caminho, eu acredito, é por meio de conferência como a que fizemos, colaborar com os meios de comunicação, aumentar o número de cursos de pós-graduação, etc.
Meta-Análise: Vocês pretendem criar um chapter da SCIP no Brasil. Como vai funcionar esse chapter?
Adrian Alvarez: A idéia desse chapter é que ele forneça mais e melhores serviços para os membros que temos aqui, e que até sirva para captar ainda mais membrois. A SCIP é uma entidade sem fins lucrativos, nosso interesse então está em difundir conceitos de Inteligência Competitiva no mundo todo, e de fazer com que a IC seja uma profissão respeitável, oferecendo serviços de qualidade para os nossos membros e pessoas interessadas.
Meta-Análise: Por que escolheram o Brasil para criar um chapter da SCIP?
Adrian Alvarez: A SCIP está tentando crescer no mundo inteiro. É por isso mesmo que no ano passado tivemos uma conferência aqui, e este ano teremos também mais uma na Ásia, se não me engano em Kuala Lumpur.
O fato do Brasil já ter um bom nível de desenvolvimento em Inteligência Competitiva, com um bom número de profissionais praticando IC, e o fato de que o Paulo Gustavo Franklin de Abreu e eu sermos membros do board da SCIP também, com certeza, colaboraram para que se escolhesse o Brasil.
Além disso, eu acredito que o Edson Ito (gerente de estratégias de negócio para a América Latina da Giuvadan e professor da FIA) é a pessoa certa para encabeçar esta iniciativa, e o pessoal que irá colaborar com ele (no segundo dia da conferência houve uma reunião na qual alguns voluntários participaram) mostrou muito entusiasmo. Eu estou muito contente com esse processo, que na verdade está só começando, mas que acredito que dará certo.
Meta-Análise: A Midas Consulting já atende em toda a América Latina. Quais os planos da consultoria para o Brasil?
Adrian Alvarez: Devemos permanecer como estamos, operando de Buenos Aires, pois isso tem muitas vantagens para nós em termos de logística e em outros fatores. No futuro, porém, é possível que a gente abra uma sucursal aqui no Brasil, mas isso depende ainda do interesse que despertarmos em nossos serviços.
Meta-Análise: Já foram realizados projetos para clientes brasileiros?
Adrian Alvarez: Infelizmente, ainda não trabalhamos para clientes brasileiros. Fizemos muitos projetos no Brasil com clientes multinacionais que tem aqui o seu quartel regional, mas não com clientes brasileiros. É verdade também que não fizemos esforço nenhum para captar clientes brasileiros, e isso também é um fator importante. Acredito, porém, que com as novas empresas brasileiras globais como a Vale, a Brazil Foods, a Fibria, a Marfrig, a Embraer, etc, teremos futuramente trabalhos com clientes brasileiros, mesmo porquê essas empresas também terão necessidades em toda a América Latina.
Meta-Análise: Como é a atuação da Midas Consulting? Que tipos de projetos realizam?
Adrian Alvarez: A Midas se foca em Inteligência Competitiva e consultoria estratégica. Nós temos atuação em projetos de implantação de IC, em jogos de guerra, detecção de pontos cegos e sistemas de alerta antecipado, entre outras coisas. Na verdade, acredito que não há uma área onde nós não tenhamos feito algum tipo de projeto. Isso é um diferencial porque temos experiência e até metodologia própria desenvolvida na região. Isso é algo que não pode ser dito por muitas empresas, porque a maioria não fez coisas como jogos de guerra, detecção de pontos cegos ou sistemas de alerta antecipado.
Mais um diferencial é que em termos de países de fala espanhola ou portuguesa, temos trabalhado em todos, com exceção de Cuba, além de Espanha e Portugal.
Outro diferencial, e fica mal que eu diga isto mas é a verdade, em termos de thought leadership (liderança de pensamento) na região não existem muitas pessoas que tenham palestrado na Argentina, Brasil, Chile, Panamá, EUA, Espanha, Itália, escrito artigos nas melhores revistas da especialidade em espanhol, inglês e alemão – além do Meta-Análise, em português -, ser membro do board da SCIP, ensinado em MBAs top da Argentina e do Brasil, na Escola de Inteligência das Forças Armadas (é bom lembrar que a maioria das técnicas de inteligência foram desenvolvidas no âmbito militar), escrever capitulos em livros que já venderam mais de 30 mil exemplares, entre outras coisas. Quando você considera tudo isso e, mais uma vez, pode ficar mal eu dizer isso, a única pessoa que fez tudo isso sou eu. Na verdade, a nossa estratégia foi nos focar em mum, e o meu time me apoia nesse esforço. Essa é uma estratégia que estava a disposição dos outros também, mas não a aproveitaram.
Esses aspectos são diferenciais que jogam ao nosso favor quando o cliente tem que fazer a sua escolha, e não é muito frequente perdermos uma proposta.
Fonte: Metaanálise.
domingo, 7 de febrero de 2010
State of the Art da Inteligência Competitiva Na América Latina
martes, 5 de agosto de 2008
¿Existe la Infoxicación en países de habla hispanoportuguesa?
Hace un tiempo recibí un mail de una persona a la que le había enviado un par de slides y un Word acerca de lo que hablé en San Diego, USA. Digamos que es común que intercambiemos material entre las personas que estamos en esto.
Y me preguntó, pero allí no hablas de la infoxicación y me decía que para el es un desafío cada vez más grande para la IC. La verdad, desde nuestro punto de vista subdesarrollado me permití estar en desacuerdo. Estoy de acuerdo en que la infoxicación es un problema en los países desarrollados, pero en los nuestros y perdónenme, incluyo a España y Portugal como subdesarrollados, la verdad que me parece que es un problema menor, por no decir inexistente.
Concedí en mi respuesta a este amigo, que puede llegar a ser un problema en el mercado farmacéutico porque tiene bastante información, o todo lo relacionado con IT, porque tiene una tasa de cambio muy rápida. Por supuesto quizás haya más mercados donde sucede esto, pero no me extenderé en ellos porque son la excepción más que la regla.
Para mi, para sufrir de infoxicación tiene que haber una gran cantidad de información y en nuestros países no la hay. Veamos algunas preguntas:
¿Cuántas noticias salen publicadas en toda la prensa acerca de tu industria, competencia, clientes y la compañía misma, en promedio, por día?
¿Cuántas nuevas reglamentaciones que pueden afectar tu industria y proveedores salen por día?
¿Cuántos rumores acerca de tu competencia, clientes y proveedores recibes por día?
¿Cuántas patentes se inscriben en tu industria y relacionadas, en promedio, por mes?
¿Cuántas ferias de negocios se realizan en tu industria y relacionadas por año?
¿Cuántos productos nuevos se lanzan por mes?
Bueno, esos fueron ejemplos de algunas posibles fuentes, pero poniendo la mano en el corazón:
¿Hay alguien que reciba más de 10 fuentes/noticias por día? (Aunque también en esto reconozco que puede estar la incapacidad del departamento de inteligencia competitiva para conseguir más informaciones)
Sé que por ejemplo, en cierta parte del mes, uno recibe mucha información porque muchas veces vienen los resultados de las auditorías de mercado, pero la verdad es que tampoco eso tiene gran complicación ya que en muchos casos está automatizado.
Si creo que cuando uno comienza con esto recibe una enormidad de información y le cuesta entender el sentido de todo, pero una vez que esa etapa pasó y llegamos a la de mantenimiento, son pocos los mercados que, en nuestra región, tienen riesgo de infoxicación.
Si alguien lee esto hasta aquí podría decir, quemo esto para que mi jefe no se dé cuenta que estoy robando el salario desde hace años! Pero la realidad es distinta, no creo que nadie robe el salario. Ven como protejo a mis lectores y clientes? ;)
El tema es que a pesar de la falta de toda esa parafernalia de información que tienen los países desarrollados, las decisiones se deben tomar lo mismo y encima, el medio ambiente empresarial cambia más rápido, por lo que la información se vuelve obsoleta más pronto.
El tiempo que el profesional de inteligencia competitiva no pasa filtrando la información y aliviándose de la infoxicación, lo hace tratando de conseguir información primaria, obtener la colaboración del resto de la compañía y estimando lo que van a hacer los competidores en base a una gran incertidumbre.
La semana pasada charlaba con un cliente alemán que consideraba como prueba una información secundaria (publicación en la prensa). Cuando le expliqué que en América Latina las cosas se publican sin chequear la veracidad de la información, casi se muere y me dijo aquí entonces estamos mal-acostumbrados. En Alemania, cuando alguien dice: escuché, quiere decir eso, sólo escuché, cuando alguien dice sé, entonces quiere decir que lo puede probar. Qué lindo sería vivir en Alemania, no?
Bueno, creo que he sido suficientemente provocador. Alguien que me desafíe con su comentario y me diga que estoy equivocado? Vamos, ábranme los ojos!
Saludos,
Lic Adrian Alvarez
Founding Partner
Midas Consulting
+54-11-4775-8983
www.midasconsulting.com.ar
martes, 15 de enero de 2008
Alerta no tan temprana para América Latina, España y Portugal
Todo parece indicar que EE.UU. entará en recesión este año.
Ahora. ¿Cuáles son las implicancias para nosotros (América Latina, España y Portugal) de esa recesión?
1) Mayor grado de competencia. Esto se debe a que las empresas de USA intentarán compensar la baja de su mercado doméstico exportando a otros países entre los que seguramente estará América Latina y Europa. A esto se suma el hecho que el dólar débil los favorece en muchos países. Los chinos también buscarán colocar mercaderías que no pueden vender en USA por la recesión en otros países. Todo esto redunda en un mayor grado de competencia.
2) Menores montos de remesas. Aquellos países donde las remesas son importantes, como en Centroamérica, por ejemplo, probablemente sufran bajas en sus mercados de consumo a causa de la recesión en USA, ya que es altamente probable que muchas personas trabajando de manera ilegal pierdan sus empleos en una recesión.
3) Menores exportaciones. Economías que tienen altos montos de exportación a USA, como por ejemplo México y Centroamérica, probablemente sufran la recesión de USA si no logran diversificar a tiempo sus mercados.
4) Menores precios de construcciones y menor actividad en la industria de la construcción. La baja de precios de la propiedad inmobiliaria en USA puede llegar a disparar un descenso de los precios en América Latina.
Obviamente no son todas las implicancias, estas surgieron de un breve brainstorming que hicimos en Midas Consulting. De hecho, les pido que comenten cuáles les parecen que también pueden llegar a ocurrir. Las empresas que me parece quedarán más afectadas son:
a) Bienes de consumo dedicados a target medio y alto, ya que las empresas de USA tendrían ese target en América Latina.
b) Bienes de consumo bajo y medio por la influencia china y los menores montos de remesas
c) Empresas de Bienes Industriales, ya que en USA serán más afectados por la recesión (en recesiones las empresas diminuyen o directamente cancelan planes de inversión)
d) Empresas que tengan una alta dependencia del mercado estadounidense.
e) Empresas de construcción y relacionadas. Si se llega a producir un contagio por la crisis estadounidense.
Estas listas no pretenden ser exhaustivas. Más que nada trataron de llamar la atención acerca del problema. En realidad hay muchas más empresas que pueden ser afectadas positiva y negativamente y merece un estudio caso por caso.
Ahora bien querido lector. ¿Qué está haciendo tu empresa para contrarrestar esta amenaza o aprovechar esta oportunidad?
Porque también puede ser una oportunidad. Para nosotros los consultores en inteligencia competitiva, por ejemplo, es una buena noticia, porque podemos proporcionar asesoramiento para entrada en mercados o en cómo hacer más eficientes las operaciones (bajar los costos disminuye el impacto de las recesiones), etc.
Te dejo pensando. Eso es todo por hoy.
Saludos,
Adrian
jueves, 27 de diciembre de 2007
Parecidos entre la India y América Latina
Hola,
Hoy leí un artículo interesante en Wharton on line acerca de los indúes que según un nuevo libro donde se analiza porque son inteligentes en el muy corto plazo y tontos si se consideran el largo, ya que privilegian su interés personal de corto plazo, por sobre el largo plazo y no piensan que sucedería si los demás pensaran y acturan como ellos. Para ponerlo en términos académicos, caen siempre en el dilema del prisionero.
Me llamó la atención la cantidad de anécdotas o historias que cuenta el autor que en mi experiencia han ocurrido y lamentblemente ocurren en América Latina, para citar un par de ejemplos:
1) Mandar una muestra de exportación buena, pero luego entregar un producto de menor calidad
2) No presentar los balances porque las multas por no hacerlo son muy pequeñas. etc
En definitiva, cualquier parecido con la realidad no es mera coincidencia.
Bueno, el link para los que quieran leer el artículo completo es:
http://knowledge.wharton.upenn.edu/india/article.cfm?articleid=4222&CFID=12628025&CFTOKEN=69876020&jsessionid=9a302fe7f9033e1622e7
Si bien por ahora está sólo en inglés, es probable que en un par de semanas esté en portugués y en español en Universia.
Feliz comienzo de año!
Saludos,
Adrian
sábado, 17 de febrero de 2007
Escenarios - Comentario del Libro "Cenários Prospectivos" y Lecciones Aprendidas de Casos
Hola, cómo están?
Hoy terminé de leer el libro de escenarios de Eliane Marcial y de Raul José Grumbach Cenários Prospectivos, aunque está en portugués creo se puede entender. A los que les interese hice una crítica bastante favorable que seguramente saldrá publicada en unos meses en la Competitive Intelligence Magazine.
El aspecto que me parece más interesante es que resume bastante bien cuatro metodologías distintas para la confección de escenarios y presenta cuatro casos prácticos. Aunque presenta los casos de una manera muy escueta, creo que no pierden detalle por eso. Yo soy una persona a la que le gusta marcar los libros, así la próxima vez que los leo o cuando quiero repasar algo no pierdo tiempo con lo accesorio y me concentro en lo fundamental. Con este libro la verdad que me sentí mal, porque estaba tan bien resumido que tuve que marcar casi todo. En realidad son solo 140 paginas, si son rápidos lectores como yo, se puede leer en un día, aunque para sacar conclusiones se debe hacer probablemente en una semana porque lleva su tiempo comprender todo y hacer comparaciones entre los distintos métodos.
Dicho esto, el libro también tiene un par de defectos. A mi me hubiera gustado que tuviese una comparación de los métodos en un cuadro sinóptico (el cuadrito ya está en la tesis de Eliane pero no con las partes adicionales que pido) con dos partes adicionales que requieren una opinión de los autores:
- Fortalezas y debilidades de cada uno de los métodos
- Situaciones en las que sería más adecuado y menos adecuado cada método
Más avanzado el año lo haré ya que en el postgrado que queremos hacer en la Universidad de Belgrano habrá una clase dedicada a ese tema y por lo que recuerdo me toca a mi..
Otra parte que me interesó fue el capítulo de entrevistas a gente que usa escenarios, donde hay preguntas acerca de la cantidad de personas que trabajan, el método que utilizan, a qué tipo de variables le dan más importancia, etc. De nuevo, bastante completo y resumido al mismo tiempo. O sea, algo bastante difícil de hacer. Aunque yo hubiese hecho un cuadro con las principales características de cada uno de los casos y las lecciones aprendidas. Las principales lecciones aprendidas de los casos, de acuerdo a mi punto de vista, son:
Si bien las lecciones aprendidas de cada uno de los casos son distintas, creo que, en conjunto, su utilidad es muy amplia y que cualquier persona que desee implementar el desarrollo de escenarios como complemento a su diseño de estrategias debiera tenerlas en cuenta.
Bueno, eso es todo por hoy. Espero que alguien se anime a dejar algún comentario, aunque no me hago ilusiones. Aunque sea los autores que critiquen mi revisión del libro y me expliquen porque no incluyeron los cuadritos que sugiero o me digan que los incluirán en la siguiente edición… Es más si me los quieren mandar a mi email les mando una felicitación, así tengo menos trabajo para el postgrado.
Saludos a todos,
Adrian
lunes, 12 de febrero de 2007
El importante efecto de las decisiones tácticas en la estrategia y sus implicancias en el análisis estratégico y la inteligencia competitiva
Hola,
Espero que les haya gustado mi primera columna.
Hoy se tratará de comentarles un articulo http://hbswk.hbs.edu/item/5157.html que me llegó de Harvard Business School Working Knowledge (a veces trae cosas interesantes, así que los interesados ya tienen una fuente más a la que subscribirse) acerca de un nuevo libro de Bower y Gilbert con relación a lo que realmente determina la estrategia en grandes compañías. Debo decir que el artículo no me sorprendió ni me atrajo en demasía por dos razones:
- La idea que plantean no es nueva (que la estrategias de la compañías son emergentes de una serie de decisiones interrelacionadas, además de un proceso específico). Puesto en cristiano eso quiere decir que además del proceso top-down descripto por la mayoría de los libros, la estrategia “emerge” de una serie de decisiones tácticas que no necesariamente tomaron en cuenta esa gran estrategia definida por la alta gerencia. Además de la experiencia personal, de la cual hablaré en un momento, que corrobora esa teoría. Recuerdo haber leído eso en el libro de Mintzberg y Quinn en mis tiempos de estudiante hace ya más de doce años, por lo que no me parece novedoso. Probablemente algún lector no esté de acuerdo conmigo y me encantaría leer su opinión.
- En el articulo menciona el caso de Intel y dice que pasaron de fabricar memorias a microprocesadores porque para maximizar la ganancia en la fábrica, cada vez se le fue dando más espacio a los microprocesadores y hoy Intel es la compañía que es. La verdad, ese caso me dejó dudas porque yo ya había leído en un artículo, si no me equivoco de la HBR, donde se contaba otra historia (que el abandonar las memorias y pasar a fabricar microprocesadores fue una decisión estratégica tomada por la alta gerencia), pero la verdad solamente la saben las personas que trabajaron en Intel en ese momento. Además debemos recordar que la derrota es huérfana y la victoria tiene muchos padres.
Lo bueno del artículo es que me motivó a escribir esta columna!
Experiencias personales:
- Trabajé en una textil donde la gerencia de fabricación tomó, en su momento, la decisión de comprar unos telares suizos altamente tecnológicos, casi no tenían intervención humana, pero eran poco flexibles en cuanto al diseño de telas que podían tejer. La meta de la gerencia fabril era incrementar la eficiencia y disminuir el costo de su gasto más importante (el recurso humano), los telares trabajaban a más del 90% de eficiencia que se controlaba en tiempo real por computadora. A pesar de eso, en los noventa la compañía no era competitiva en costos. No era competitiva en costos porque si bien era súper-eficiente en el mercado local, los chinos tenían una escala infinitamente superior y un costo de mano de obra muchísimo más bajo. La empresa tampoco era competitiva en su faz comercial, porque no tenía flexibilidad para cambiar de diseños y de esa manera poder competir con productos especiales y de moda en lugar de productos estándar. Por lo que una decisión táctica terminó determinando una buena cantidad de opciones estratégicas de la compañía. Obviamente siempre estará quien diga que se basó en un management incompetente, pero conociendo a quienes tomaron la decisión puedo decir que no fue así.
- Otro caso que recuerdo es que un producto de una compañía de consumo masivo fracasó, porque si bien tenía un buen margen, no era totalmente masivo ya que era un producto premium en una compañía de volumen. A los vendedores les parecía perder el tiempo con ese producto, por lo que no le prestaban atención, entonces no se movía. Al final la compañía decidió sacarlo del mercado y no se expandió en un sector que era nuevo, promisorio y de alto margen para la compañía. En una conversación, el gerente de marketing me confesó su desazón por no poder hacer que los vendedores comercializaran el producto. Intentó cambiarles la remuneración, presionarlos, ir con ellos a vender, promociones, etc., hasta que finalmente se dio por vencido. La cultura de los vendedores fue más fuerte que su deseo de expansión.
Ahora, ¿De qué nos sirve esto a los profesionales de inteligencia competitiva y análisis estratégico?
Nos sirve y mucho, ya que:
- Pone en evidencia que debemos prestar tanta atención a los pequeños cambios que realizan nuestros competidores y nosotros mismos como a los grandes, porque la acumulación de pequeñas decisiones tendrá quizás el mismo efecto o posiblemente mayor que las grandes decisiones que se anuncian con bombos y platillos. Por ejemplo, conociendo la tendencia de los vendedores de esta empresa de consumo masivo, un competidor podría haber previsto el fracaso de ese producto o hasta haber ayudado a ello con una fuerte respuesta al ingreso de manera de hacerles más difícil el trabajo a los vendedores, por ejemplo a través de una agresiva promoción.
- Es más probable que estas pequeñas decisiones constituyan un punto ciego de nuestra compañía o de la competencia, ya que normalmente no se las analiza y su efecto principal muchas veces se denota en la acumulación de decisiones más que en una en particular. El caso del producto fallido creo que pone de manifiesto que el gerente de marketing no era consciente que iba a fracasar por la resistencia del departamento de ventas.
- Las grandes decisiones se deben analizar con relación a estas pequeñas decisiones tomadas con anterioridad, porque estas pequeñas decisiones han impuesto, seguramente, algunos límites a las más estratégicas. Utilizando el ejemplo de la textil anterior, la alta gerencia quería ingresar en el segmento de productos especiales y moda, pero tenía muchas limitaciones, ya que la fábrica no podía producirlos.
- Lamentablemente, estas decisiones muchas veces son las más difíciles de ver, ya que son tácticas y quizás no se traslucen al exterior.
Probablemente desarrolle un poco más estas ideas en un artículo para la Competitive Intelligence Magazine o para Puzzle. Veremos si tengo tiempo!
Bueno, es todo por hoy, espero que les haya gustado y se animen a escribir comentarios, especialmente si tienen experiencias personales donde las decisiones tácticas hayan determinado, de manera significativa la estrategia.
miércoles, 7 de febrero de 2007
Futuristas e inteligencia competitiva, relación de primos hermanos?
Mi primera entrada en el blog, espero que les parezca interesante!
Hoy leí un artículo en el Cronista Comercial (http://www.cronista.com/nota.asp?ID=113377 requiere subscripción, el FT es gratis en http://www.ft.com/cms/s/44f3c35a-b0d0-11db-8a62-0000779e2340.html ) que me pareció interesante, hablaba de los futuristas como profesión e inmediatamente los relacioné con nosotros, los profesionales de inteligencia competitiva. En ambos casos hay un desconocimiento acerca de qué se trata la disciplina. Veamos de qué se trata:
- Ambas tratan acerca del futuro, nosotros normalmente el más cercano (10 años como mucho, al menos en los proyectos donde yo he trabajado), ellos el más lejano (10 años como mínimo).
- Tanto ellos como nosotros estamos sujetos a errores, a veces significativos, ya que tratamos acerca del futuro y eso levanta suspicacias con algunas personas.
- Ambos decimos brindar el mismo servicio para las empresas "Puedes ver venir las cosas antes que la competencia" de acuerdo al artículo del FT. Aunque no competimos directamente por la diferencia temporal.
- Métodos desconocidos para la mayoría de la gente, a nosotros malamente algunos nos relacionan con espías y a ellos con los charlatanes.
- Métodos comunes a ambas profesiones, como por ejemplo el artículo menciona tres métodos de los futuristas:
- Cuidadoso examen del entorno para ver lo que otros no ven, "el gentil arte de re-percibir” de acuerdo al artículo. Creo que cualquiera que haya realizado un proyecto de IC alguna vez debe sentirse identificado con eso.
- Escenarios acoplados a alerta temprana (ambos buscamos indicios que un futuro determinado esté ocurriendo)
- El último método es el de visionado, o imaginar cuál seria el escenario más promisorio para la organización y ver qué pasos debiera realizar para que ese escenario acontezca. La verdad, me parece bien como ejercicio, pero también hay tantos factores no controlables que me creo que es medio difícil de llevar a la práctica.
Entonces, creo que podemos decir que somos primos hermanos, no??
De hecho, un futurista reconocido como Eric Garland, dará una conferencia en SCIP en Nueva York 'Why Competitive Intelligence Can Be An Addictive Substance: Understanding your sources, managing your expectations, and getting the most out of your CI”.
Además les recomiendo escuchar la entrevista que le hizo August Jackson a Eric en http://www.cipodcast.com/. Demás está decir, que también les recomiendo escuchar la que me hizo una a mi acerca de las diferencias entre inteligencia competitiva en USA y Latam.
Eso es todo, espero que les haya gustado y me dejen sus opiniones para ver cómo sigo. La idea es actualizar el blog cada tanto, no creo que con mayor frecuencia que semanal. Si quieren que les informe cuando hay algún artículo nuevo, dejen sus datos abajo en el sistema de alertas. Además les recomiendo que visiten la web de mi empresa http://www.midasconsulting.com.ar/ ya que tenemos LASPIMS que es una base de datos con más de 1,300 fuentes de inteligencia competitiva en Latam, España y Portugal y en breve contaremos con los artículos que he escrito para Puzzle, Competitive Intelligence Magazine, Prospect, presentaciones que he hecho en España, etc.
Hasta la próxima

